postado por Cris em: domingo, 6 de fevereiro de 2011 -
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Haim Saban, nascido em
Alexandria,
Egito, empresário e compositor de diversos temas de séries e desenhos animados de muito sucesso nos
EUA e na
França, é o responsável pelo advento da franquia. Na
década de 80, Saban já tinha levado a série Super Sentai
Choudenshi Bioman para a França, obtendo muito sucesso. Logo depois, o empresário tentou levar
Bioman para a TV americana, mas não houve interesse por parte dos produtores.
Além disso, os próprios episódios foram reescritos para dar à série um tom maior de comédia. "Reescritos" não é bem a palavra: os roteiros foram praticamente escritos do zero, aproveitando do original apenas algumas cenas de luta. Saban argumentou que o mercado americano não aceitaria uma série com um elenco todo de japoneses, assim como a narrativa da série original.
Saban também pareceu não se importar com as diferenças de qualidade entre a filmagem original (em película) e a norte-americana (cinescopada, ou seja, vídeo com textura modificada), assim como com o fato de a Ranger Amarela (Trini Kwan, interpretada pela atriz
Thuy Trang, falecida em 2001) ser um homem na série japonesa (Boy, interpretado por Takumi Hashimoto, conhecido entre os brasileiros como o garoto Manabu de
Jiraiya). O problema se repetiu em todas as séries entre
Power Rangers na Galáxia Perdida (1999) e
Power Rangers: Força Animal (2002).
O sucesso de
Power Rangers inspirou a companhia a comprar outros seriados nipônicos e adaptá-los da mesma forma, originando
VR Troopers,
Masked Rider,
Big Bad Beetleborgs (citados mais adiante, na seção 3, "Controvérsia") e
Os Cavaleiros Míticos de Tir Na Nog, com diferentes níveis de sucesso. Uma produtora rival, a DIC Audiovisual, conhecida no Brasil pelos desenhos "Mask", "Pole-Position" e "Capitão Planeta" (além de ter sido responsável pela adaptação e exibição das duas primeiras temporadas de
Sailor Moon nos EUA), tentou o mesmo caminho ao adaptar o seriado
Denkou Choujin (Super-Homem Elétrico/Eletrônico) Gridman, da Tsuburaya Productions, a mesma produtora de "Ultraman", renomeando-o
Superhuman Samurai Syber Squad.
Gridman era uma auto-homenagem da Tsuburaya às séries Ultra, levando o conceito de lutas de heróis gigantes para o mundo dos computadores, onde o herói combatia vírus eletrônicos com a forma de monstros. Apesar de se manter mais fiel aos episódios originais que as séries da Saban, a DIC não teve sucesso com sua produção.
Em
1996, com
Power Rangers: Zeo, os uniformes dos Zyurangers foram trocados após três temporadas (desta vez utilizando uniformes e filmagem da série
Super Sentai do ano anterior,
Chouriki Sentai Ohranger) e o tema passou a variar—todo ano uma nova série Ranger surgia, ligada aos eventos dos anos anteriores. A estrutura era sempre a mesma: no início de cada temporada, os Rangers perdiam suas habilidades por uma artimanha dos vilões e eram salvos por alguma coisa/pessoa que lhes dava novos poderes (os novos uniformes e robôs). A repetição do tema começou a cansar, e as substituições constantes de elenco tornavam estranho o conceito de "heróis infatigáveis", mas que desistiam de sua missão de defender a humanidade após pouco tempo.
Assim, na temporada de
1999, o arco que vinha desde a primeira temporada foi parcialmente abandonado, e cada temporada passou a ter um roteiro e um elenco independentes, seguindo o modelo japonês—embora se situando no mesmo "universo" (para permitir que os heróis dos seriados anteriores apareçam para "dar uma força" aos novos, ainda que isso aconteça poucas vezes).
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